segunda-feira, setembro 12, 2005

Governos e Empresas

Trabalho em uma empresa com mais de 3000 funcionários e aqui nunca questionaram os funcionários sobre quem deveria ser o presidente da empresa. A função dele, entre tantas importantes, é mostrar resultados. Vale lembrar que a qualidade de vida dos funcionários na empresa também passa por suas mãos antes de ser executado pelo RH. Para chegar aonde chegou, o presidente estudou, teve outras experiências profissionais, cresceu dentro da empresa, continuou estudando, etc...

Confesso que eu nunca fui o melhor amigo dos livros, e relutei muito antes de voltar a estudar. E agora que voltei aos bancos universitários, reconheço o quanto o estudo é fundamental para o crescimento profissional. Por mais experiências profissionais que você tenha, a experência intelectual vale muito, e vai valer cada vez mais. Tanto que hoje uma pós ou um MBA viraram carne de vaca.

Não sou à favor de ditaduras ou eleições indiretas, muito pelo contrário. A democracia foi a maior conquista do povo brasileiro nas últimas décadas. Porém, a democracia permitiu que qualquer pessoa se candidatasse a cargos públicos, de um vereador a presidente. Da mesma forma que existem exigências intelectuais para ser presidente de um grupo composto por mais de 3 mil funcionários (leia-se 3 mil famílias), sou totalmente favorável que existam exigências para que uma pessoa seja candidato a qualquer cargo público. Seja um vereador, seja um presidente. Este seria o primeiro passo para uma limpeza política que o nosso país precisa.

A propósito, recomendo a leitura do artigo do Marinho, no Bluebus de hoje.

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