terça-feira, setembro 20, 2005

Uma história pouco ou mal contada

Num estilo ácido, tipo Michael Moore, o jornalista Rui Martins, ex-CBN, conta o mais escandaloso roubo do século passado - a apropriação das economias dos judeus mortos no Holocausto pelos banqueiros suíços. Essa e outras revelações estão em "Porque a Suíça Entregou Maluf (Dinheiro Sujo da Corrupção)", da Geração Editorial. É bom reservar já para não precisar esperar uma reimpressão. Leia abaixo o trecho - O CARIMBO SUÍÇO "J" NOS PASSAPORTES DOS JUDEUS...

...A Suíça criara um carimbo que era colocado nos passaportes dos judeus barrados e impedidos de entrar em seu território. Tratava-se de um "J" - o suficiente para os alemães, do outro lado da fronteira, prenderem e enviarem os detentores de tais carimbos para um campo de trabalho ou de extermínio. Muitos judeus eram metralhados e liquidados por ali mesmo pelos nazistas. Segundo alguns historiadores, o carimbo suíço do "J" foi o precursor e o inspirador da estrela-de-davi amarela e dos outros símbolos costurados nas roupas dos judeus, ciganos, homossexuais e comunistas e impostos como marcas distintivas.

Durante 50 anos, a Suíça ocultou o fato de ter tido dois heróis da resistência contra o nazismo - Paul Grüninger e Maurice Bavaud. Capitão de polícia de St. Gallen, região fronteiriça com a Alemanha, Paul Grüninger era o que se chama atualmente de "um justo", pois ajudava os refugiados judeus, fornecendo-lhes documentos para permanecerem na Suíça. Descoberto, foi demitido, marginalizado e sua família reduzida à miséria. Maurice Bavaud chegou a ir a Berlim com o objetivo pessoal de matar Hitler, mas foi descoberto, preso, torturado e executado pelo governo nazista, sem intervenção suíça. E o que aconteceu com o dinheiro depositado pelos judeus nos bancos suíços?...

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