
P: Acha que vai ocorrer algum grande atentado em Londres?
R: É inevitável. Porque estão a ser preparados vários, por vários grupos.(...)
P: Há muitos desses grupos "free-lance" na Europa?
R: Cada vez mais. Divulgam, pela internet e email, muito material de propaganda e têm um apelo muito grande sobre os jovens muçulmanos. Sei que estão prestes a lançar uma grande operação.(...)
P: Como sabemos que um atentado é realmente da Al-Qaeda?
R: É fácil. São sempre operações em grande escala. Certifica-se que mata o maior número de pessoas que pode matar. Se não o fizer, espera-o o fogo do Inferno. Não há nenhum sinal de nacionalismo, não se dizem árabes, nem palestinianos, apenas muçulmanos. Falam sempre do martírio, da morte.(...)
P: Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R: Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
P: Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
R: Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus (Maomé) disse: "Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".(...)
P: O Corão diz isso?
R: Sim. Os seculares dizem que "o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: "eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: "Eu sou o profeta do massacre". Maomé disse mais: "Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar.
P: Isso quer dizer que o terrorismo é natural e legítimo?
R: Só é legítimo o terrorismo divino.(...)
P. O que pretende a Al-Qaeda?
R: O terror. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro.(...)
P: Os EUA podem negociar com a Al-Qaeda?
R: Primeiro, tentarão um pacto com eles. Dirão: nós fornecemos o petróleo e viveremos em paz, mas na condição de podermos divulgar livremente o Islã no Ocidente. Se os americanos não permitirem isto, então o califado terá de lhes declarar guerra.(...)